Não é um texto, é um pretexto. Foi redigido no final do segundo confinamento e ficou a descansar numa gaveta, até agora. Entretanto, há uma estranheza, um receio de ficar para ali muito tempo a afagar palavras e pensamentos quase sempre em confronto entre o que é…
“Só quero um céu pacífico e pão fresco.”- ucraniana, de 87 anos. 26 de abril, 2022. Este foi o desejo de uma senhora ucraniana, de 87 anos, à saída de um abrigo, numa localidade devastada pela guerra na Ucrânia. As palavras espelhavam a simplicidade e a resiliência…
Interessante esta ideia do fim das histórias e de tudo o mais que se queira considerar. Eu, por outro lado, prefiro perseguir começos. Sou fascinada por começos. Levo tempos a idealizá-los, a dar-lhes forma, deixo-os a marinar, a ganhar cor ao sol ou a hidratar à chuva.…
Meu amigo, Venho dizer-te da importância dos mapas. Mostrei-te um poema, de um poeta que descobri na pandemia, lembraste? Os mapas, as cartografias começaram a interessar-me. Num domingo de manhã visitei o Museu da Marinha. Deslumbrei-me com a beleza dos pormenores nos painéis cartográficos que enchem algumas…
Parte IV Volto à taberna das minhas saudades. A taberna do Rascalho, do senhor João Batista, do meu pai. Do outro lado do balcão faço como vejo fazer. Enxaguo os copos do vinho, do traçadinho, do bagaço, na pia de pedra e ponho-os a escorrer. Perfilam-se…
Parte III Definitivamente, são horas de almoço. A senhora Francisca fecha as portadas da mais antiga retrosaria da terra. O velho soalho encerado range ao andar do marido, o senhor Batista, que calça uma bota de salto compensado, que lhe dá desenvoltura. São tempos de remendar, de…