Dia 8 de Janeiro de 2020. Já estamos no oitavo dia do ano.  Não vou racionalizar isto, mas a verdade é que o tempo é uma arquitectura sustentável, a cada dia se constrói o edifício imaginário. Depois aplicamos-lhe a interpretação adulterada dos bons e dos maus momentos e encerramos a coisa. Entre erros estúpidos e certezas patéticas nem sempre somos lúcidos na escolha. Mas nestes oito dias de Janeiro foram feitas milhares de escolhas, todos fizemos escolhas. As melhores? As certas? As conscientes? As inconscientes? Não sei! E há escolhas que não nos pertencem, pelo menos de forma activa e directa. Estou a pensar no orçamento de estado,  ou nas escolhas de um ignóbil governante,  o Trump, que a todos pode afectar.

Dia 8 de Janeiro de 2020, já terminaram as festas, nota-se que o mês não avança, move-se. Muitas pessoas ainda enchem a boca de votos de Bom Ano, outras já esgrimem forças com as vontades a que se dispuseram.  Há que puxar pela razão, há que ouvir as vozes que nos encorajam, que nos animam e isso é muito importante. Hoje ouvi uma dessas vozes pelo rádio. Agradeci-lhe, como se me ouvisse.  E fui-me à vida.

Agora, nesta pontada de tarde escrevo para o blog  e já antecipo coisas a fazer, amanhã, dia 9. É por isto, que o tempo corre. E só mais uma coisinha, agasalham-se, se faz favor.

N.B.

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