Tenho um certo fascínio por igrejas. Visito-as onde quer que vá. Gosto do burburinho que se ouve à saída da missa, as conversas, os beijos afetuosos e de circunstância, os apertos de mão, a alegria genuína de quem marca encontro semanal, ali. Gosto de ouvir as mulheres a cantar os salmos e o som do órgão, quando o há. E os sinos a rebate lembram-me grande parte da fé e da crença que perdi. Lá dentro, sento-me, observo, medito, talvez reze no meu rezar e faço sempre a mesma pergunta, para a qual um dia, certamente, encontrarei resposta. Porque as respostas estão cá dentro, num lugar tão sagrado como qualquer das igrejas que continuo a visitar.
Esta foi em Ávila.
N.B.
