O adiamento é uma forma de negação mortal que tendemos a usar sem remédio. Adiamos sonhos, projetos, reencontros, lugares, pessoas, pensamentos que são a estrada, que deixamos para outro dia. Adiamos o amor, adiamos os filhos. Adiamos e matamos  o que em nós é  sonho. Tem de ser assim?

A realidade reduz as expectativas, mas a linha é grande e não é preciso pôr tudo no anzol.

Temos direito a todos os direitos, adiar tira futuro. Faça-se o teste, olha para dentro num exercício de confiança. Segue a máxima:

“ Serenidade não é encontrar tudo perfeito do lado de fora, é quando olhamos para dentro sem nos assustar.” 

Admito que, muitas vezes, é preciso fazer pequenas batotas, mais do que concessões.  Trocar as voltas aos direitos e deveres, agarrar o que nos  faz bem.  Lembrar a vocação de ser feliz com que nascemos.

N.B.

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