O meu blogue é um lugar que muda de forma, conforme o que tem lá dentro. Hoje escrevo sobre o que muda sem se alterar. O amor é assim, pelo menos para mim, diz a música. Hoje trago uma palavra maior, Pai.
O meu pai chorava e eu consolei-o. Naquele dia ele era o filho e eu a mãe. Tínhamos perdido abruptamente a minha mãe num acidente de viação. Ele era o condutor. Começámos uma outra etapa, construímos uma outra relação, mais próxima. Tenho uma tristeza só minha e outra repartida com os que nos querem bem. A vida é surpreendente, ultrapassa a imaginação. Surgem imagens dos melhores momentos, dos piores também. Anoto-as, sei o tempo que levam a secar. E a sorte que nós tivemos por sermos uma família. Como não escrever, se todos os dias me nascem memórias.
N.B.
