Não tarda é 2019. Falta tão pouco para mudar o calendário civil e tudo ficar como está. Não é a folha do calendário que faz a mudança, é preciso muito mais do isso. Não formulo desejos, quem me dera poder manter o que tenho, as pessoas que amo, quem me escapa por entre cuidados e terapias. Cada dia é uma etapa ganha, uma jorna merecida no final da jornada. Em linha recta ou por linhas tortas o que importa é chegarmos todos lá, ao último dia da última folha do calendário.

E tenho tanto para contar, tanto para escrever, dos dias antigos e destes últimos que me afastaram do blog. A cor dos meus sentimentos é cada vez mais uma paisagem do Alentejo. O que parece solidão é imensidão, o que soa a cantiga é uma reza demorada e o vento diverte-me, quando o tento aprisionar com a mão.

O desafio maior é amar. Porque as adversidades preparam-nos para isso, para amar. Normalmente não o percebemos e viramos as folhas do calendário e rumamos às rotinas comezinhas que maldizemos com paixão.

Desejo a Todos um excelente 2019. Encontramo-nos aqui, neste espaço de entendimento que se chama Escreve-me Devagar.

Natália Batista

 

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