Há uma amiga de quem gosto muito e com quem falo pouco. Foi com ela que saí as primeiras vezes, ainda adolescente, ela já adulta. Foi com ela e os amigos, que dançávamos em festas e discotecas, bebíamos Pisan Gambon, Cuba libre, fumávamos e divertíamo-nos muito. Ela é…
Era ainda criança e recordo-me, perfeitamente, de gostar de observar os rituais de higiene do avô. Não tomava banho sem primeiro lavar, cuidadosamente, os pés num alguidar de esmalte branco com rebordo azul. O sabão branco e rosa e uma pequena pedra- pomes completavam o ritual. O…
Há uma mercearia na minha vida. Prateleiras cheias de cor, de fazer e desfazer porque escrever é tão bonito. Encontro tudo o que só existe ali. Entram e saem fregueses, vizinhos, conterrâneos, amigos, os meninos da escola na hora do lanche. Há horas em que a loja…
Não tenho certezas sobre o que nos salva ou o que nos cura das mazelas dos dias, mas asseguro-vos que a imaginação e a criatividade põem-nos de pé. Não falo com o coração. Falo com a razão, aquela que se cala quando escrevo.NB
Agora que tanto se falou do vestido de noiva na mais recente boda, em terras de Sua Majestade, retomo o tema para falar do meu vestido de noiva, pasme-se! Tenho três imagens muito presentes na memória. A primeira quando o vesti e percebi que era aquele. A…
Andar em ziguezague também é andar. E ao pé coxinho ou sentado a matutar. Matutar é um verbo do caraças, leva-nos longe, muito longe. Felizmente por pouco tempo, a realidade atravessa-se no caminho. Uma espécie de norma indispensável à sobrevivência quotidiana – “Não matutarás de forma…