As pessoas não veem o futuro.
O país não vê o futuro.
E eu escrevo de olhos fechados para não ver nada disso.
Há uma derrota íntima em mim que não é particular, é humana.
Escrevo.
Apetece-me emburrecer. A fatura do conhecimento é muito alta.
Perde-se ingenuidade. Ganha-se esperança, depois impaciência e a voz enrouquecesse.
O que trago em mim,
É inumerável quando decido abrir os olhos.
Há valentes, bem os vejo.
Tomam decisões com medo. Angustiam-se, fazem. Certos ou não, agem.
Há valentes e há cobardes. Há de tudo, se abro os olhos.
E há certezas nos momentos de fé.
N.B.
