Começo com uma advertência: não vás por aí!
Às vezes, é preciso fazer o caminho inverso, como quem anda de marcha atrás.
Absolutizamos tudo e não relativizamos nada. Olhamos em volta e assola-nos a velha máxima de que, “O tempo não estica”. Neste encadeamento, tudo parece fora do lugar. Os verbos perfilam-se na lógica negativa: incomodar, arreliar, desnortear… há que conter.
Segue-se o resto da ladainha: o fardo, o peso, a responsabilidade, o castigo, o karma, a cruz. O legado educacional da tradição Judaico-Cristã está-nos colado à pele, muitas vezes pendurado ao peito.
Voltando ao início e à advertência: nestes dias mais vale suspender do que continuar. Suspender o tom depreciativo, altivo, mau humorado. Suspender o ímpeto negativo, anti tudo. Suspender a comunicação verbal, se for caso disso, só até conseguir sintonizar-se com o lado direito do cérebro, mais emocional, visual e criativo. Olhar com demora em volta. Não há sombras em lado nenhum. Não há avalanche, nem tempestade. Suspender o tempo e a pressa, olhar para dentro, ainda que fique alguma coisa por entender. Pode ser a salvação do dia.
Uma vez mais uma advertência: garantidamente com proveito mútuo.
Mútuo de quem?
Volte ao início, num qualquer lugar do seu cérebro, ainda que subliminarmente, encontrarás a resposta.
N.B.
