Por esta altura do ano, nas noites frias do Alentejo, lembro-me de ver o meu pai e o meu avô a fazer aguardente.
Alguma coisa aprendi sobre o processo de destilação.
Primeiro, percebi que a condensação de vapores de álcool se liberta pelo aquecimento do mosto fermentado. Depois, que é um processo muito demorado. Longos serões junto ao alambique. E que tenham volatilidades razoavelmente diferentes, entre si.

É aqui, que me detenho a pensar em como seria interessante encontrar um método equivalente, para destilar o que nos aborrece, o que odiamos profundamente, o que nos faz mal.

O problema são as volatilidades. É que, infelizmente, não coincidem.

Que pena, não é pelo método de destilação que isto se resolve.

Vou continuar a pesquisar.

N.B.

 

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