Sim, é um ovo partido. Não, não vou refletir sobre as qualidades nutricionais do ovo, nem sobre as teorias que defendem que é saudável comer até três ovos por dia, nem tão pouco me interrogo sobre a célebre dúvida: “Quem nasceu primeiro o ovo, ou a galinha?”.
Nada disso. Um ovo é sempre um ovo, quer esteja inteiro, partido, ou cozinhado. A vida humana é sempre vida, quer o princípio da realidade nos leve a diferenciar raças, credos, ideologias políticas, questões de estilo e de linguagem. O Professor, José Manuel Pureza, disse numa entrevista que, “O mal tem no sofrimento de cada homem, mulher, idoso, criança, a ausência de resposta para o que lhe acontece.” Não deveríamos fazer outra coisa senão recordar as razões de viver. O desprezo pela vida humana, pela própria vida, enche os telejornais de todo o mundo. Porque está mal, o que está mal? É a grande pergunta.
Parece-me, que a resposta de tão complexa e cheia de incoerências não nos leva a lado nenhum.
Querem-se termos certos para pensar em tudo isto. A analogia entre o ovo e a vida humana poderá não ser a mais feliz para levar a uma séria reflexão, tão necessária. Há coisas que não sei escrever. São fios a desembaraçar e que exigem tempo.
Que fique ao menos vincado o poder da diplomacia da amizade na construção de um mundo melhor.

N.B.

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