Maio faz-se de fé, de peregrinos, de passos dados para um só destino.
Maio enche-se de carreiros de homens e mulheres sinalizados com coletes refletores e bordões que amparam, que dão cadencia cada vez que tocam o chão. Caminhos de fé e de aceitação.
Alimentam-se de oração e agradecimento. Na partilha amparam a dor física e a outra, tão maior. Vão por dentro, nos trilhos da alma. Enchem-se de ânimo e fé. Há uma força maior que os envolve, uma ladainha, um coro de vozes em uníssono a cada Avé Maria. Há o silêncio que carregam a par das promessas. Talvez não se deem conta dos milhares de peregrinos que os acompanham nesse peregrinar. Gente daqui e de outros lugares, a fé não distingue nacionalidades. Muitos sem sair das suas casas, sem abandonar os seus trabalhos, caminham lado a lado n´ O Amor à Virgem, na devoção a Fátima.
Sou um desses peregrinos em casa.
N.B.
