Mnemónicas. Usei-as em barda na faculdade para decorar esquemas de linguística, conjugações verbais em latim, em tudo o que era possível  para poupar a memória e a cabeça. Aprendi cedo a ser seletiva e prática no que considero importante guardar.
Recuso-me a decorar o nº do B.I ou de contribuinte, por exemplo. Por isso, fiquei deliciada quando li:
” A cada hora, há gente a entrar pelos ouvidos pelos olhos, por todo o lado há gente a encher cabeças com palavras e gestos. As pessoas não têm respeito pelas cabeças e por isso enchem-nas sem critério de coisas importantes e porcarias. O pior é que as cabeças não sabem distinguir o que interessa nem esquecer o que não querem.”
O autor destas palavras é Nuno Camarneiro, melhor dizendo uma das suas personagens com quem partilho esta filosofia de vida.
Bem sei, que não é compreensível a todos, mas há pessoas como eu, que passam a vida à procura de coisas que lhe sirvam. Por isso, gosto tanto de ouvir o outro, de lhe guardar a cor, o sorriso, o olhar, as palavras que tudo suavizam, o protagonismo se fizer sentido, quando o deixo entrar.
E preciso de espaço. Sou uma mulher que precisa de espaço, para não falar do espaço que ocupo. A propósito, alguém sabe como se faz para caber melhor dentro de mim?!

N.B.

 

Autora

Escreva um comentário