A raiz do sonho não seca, não se extingue. Por isso, tal como Martin Luther King, também tenho um sonho.
Sonho com um mundo, onde o ser humano se determine a si mesmo sem necessidade de maiúsculas, de diferenciação de género, de referências sexistas, religiosas, sociais ou políticas. Assinalar o Dia da Mulher nada mais será do que um pretexto para festejar a Vida.
Enquanto se aspira ao que a condição humana tem em si mesma, perseguimos a busca pela identidade, perdidos na metafísica da criação, cegos às múltiplas diferenças que distinguem o lugar onde se nasce, num planeta em que ser mulher é diferenciador na vida e na morte.
Faça-se a honradez de distinguir o sonho, da realidade, a luz do relâmpago, da luz do sol, a ignorância, do bem e do mal.
Humanize-se cada dia. Todos os dias.
N.B.
