O que é uma boa vida? Pergunto-me, no meio de tantas respostas que vou ouvindo.
Quase todas acrescentam coisas ao que têm. Ter uma casa de férias, um carro da marca X e outros bens materiais fáceis de prever, de imaginar.
Aparentemente, se houver somatório nas premissas, há uma boa vida. Faço, agora, a pergunta a partir de um exercício de subtracção. Que coisas posso perder para ter uma boa vida? E se forem pessoas?! Chegámos à prova dos nove e ao conceito de felicidade. Será?
Vale a pena pensar, o que nos faz falta mesmo. Escrevi isto há algum tempo e acrescento agora outra reflexão.

Em que é que andamos a gastar a vida?
Quando olho para trás e me apercebo do tempo que passou e da idade que vou somando, interrogo-me. O que gastei de vida, será proporcional ao que fiz?
Procuro as minhas respostas e deixo-vos com as vossas. É o que posso fazer, neste que é um tempo de pessoas esclarecidas, de grupos, de associações disto e daquilo, de meios de comunicação, de plataformas digitais, de redes sociais. Parece difícil ser só, estar-se só.  Acredita-se na falácia de que a informação está disponível, tudo mais fácil e dinâmico. Um tempo de pessoas esclarecidas, mortas de dúvidas.
É o  tempo em que vivemos e que nos responsabiliza, todos os dias.

N.B.

Banksy
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