Observo.
Em todas as sinaléticas encontro a palavra viver. Não há como enganar, é assim que se faz o caminho. Na maior parte do tempo a circulação é feita em modo automático, a cumprir rotinas, gestos copiados, coisas banais da razão dos dias. Abrandamos de quando em vez, quando caímos, quando entristecemos, quando choramos, quando repensamos e percebemos que não há volta atrás. Retomamos o fôlego para seguir em frente. Abrandamos, quando somos alegria e felicidade. Momentos que acrescentam, que fazem história. E quase paramos para reviver o momento e por isso nos surpreendemos porque o tempo passou rápido. É assim que vamos. É assim que se chega ao princípio e ao fim das coisas. Todas as direções, todos os cruzamentos, todos os lugares têm a mesma sinalética, viver. Tudo o mais são desistências, enganos, verbos opcionais.
Viver é uma dádiva e nem sempre o caminho é uma escolha. Momentos há em que é apenas caminho, apenas isso. E não adianta querer saber tudo. Faz parte do maior segredo, do mistério. Viver.
N.B.
