“Tem de haver uma grande solidão dentro dos que encontram as respostas sem a necessidade de perguntar.” A frase é de Luís Osório.

Talvez seja o preço a pagar. Acredito, que até a natureza humana tem em si um mecanismo de tributação, uma espécie de imposto. Talvez seja só a minha interpretação adulterada por uma certa falta de fé. Há dias assim. Há procura do Norte ou do Sul. Há procura do futuro para entender o presente. Há dias em que todos precisamos de uma deixa para voltar a acreditar, para recomeçar, diante dos desaires que acontecem. Pegar no leme e na bússola, pôr um pouco de céu na viagem, porque as dificuldades são apanágio dos vivos. E se faltarem as forças, que os outros sejam o músculo, a alavanca e que possamos descontar nas rezas feitas.

Desarma-me com a tua coragem. É a frase que me ocorre frente ao televisor, perante o chorrilho de desgraças. É a frase que me mobiliza quando escrevo estas linhas. É a mesma que venho dizendo a mim própria.

N.B.

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