As coisas como elas são.

 Ninguém tem o azul dos olhos da minha mãe. Os meus ensaiam esse tom, mesmo sabendo que até nisso cada uma tinha o seu.  E quando me olho ao espelho, não é na cor dos olhos que a revejo, é em mim.
A falta que me faz o azul daqueles olhos. Preencho-o com uma admiração sem tamanho e nisto nascem-me textos, coisas para dizer. E a melhor das vidas será sempre esta.
N.B.

 

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