Há coisas que ainda estão por descobrir. O efeito placebo continua a dar que fazer a muita gente. Parece que tudo tem que ter um nome, mesmo que não se lhe conheça o propósito. O efeito placebo, para mim, entra na categoria das coisas que fazem sorrir, como o bolo de bolacha da minha mãe, o telefonema sem assunto pela voz que quero ouvir, o olhar no espelho onde poisam outros olhos, a minha música preferida, os dias crescentes de primavera, um café num lugar onde não há esse culto, a casa onde cresci, um chocolate nos dias de neurose, ou um abraço apertadinho. São tantos os placebos. E tiram as dores, curam?  Infelizmente, não.

Há tantos placebos como coisas que fazem sorrir e podem ter efeito curativo. É uma questão de coincidirem.

N.B.

 

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