Aprendemos cedo duas palavras: castigo e perdão. Aprendemos a temê-las e a respeitá-las, mas nem sempre a usá-las, no momento certo, na exigência da situação.
Apontam-nos exemplos. Reconhecemo-los na moral dos contos infantis, nos filmes, nas histórias bíblicas ensinadas na catequese e na missa. Até à mesa, frente a um prato de sopa de que não gostamos, nos é servida uma lição de moral.

 Os conceitos ilustram-se de rostos, de histórias. Às tantas banalizam-se e, por isso,  surpreendemo-nos quando a vida nos confronta com a ideia de castigo ou de perdão.
O verdadeiro castigo e o verdadeiro perdão só existem dentro de nós, onde raramente os procuramos e onde sempre os encontramos. É mais fácil culpar os outros pelas falhas, pelas decisões erradas. É mais fácil dar ouvidos às intrigas e tagarelices emocionais que tecemos para nos proteger, do que dói. Perdoar dói, castigar também.

Afinal, O Inferno Somos Nós, como dizia Aurélio Gomes, no Canal Q. E o castigo somos nós.
Quanto ao perdão, não é para todos. O perdão mora lá dentro, onde na maior parte das vezes, não há ninguém.

N.B
** imagem Pinterest
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