Vim de lá. Aquilo sim, é um bom sítio para morar. Boas casas, gente gira. São felizes se faz sol, são alegres se chuvisca. E os carros e as motas, os ténis, as roupas. Que pinta!
Um paraíso para os animais de companhia. Nada falta.
Da alimentação, ao desporto, às medicinas alternativas, emprego, compras, lazer, um sem número de coisas ao alcance de um clique.
Jornais para todos os gostos e até notícias falsas. E férias que nunca mais acabam. Há sempre alguém que foi ou vai para um lugar fantástico. E depois, há os amores, as paixões, os que estão numa relação, os que estiveram e não querem mais saber disso, os casados, os mal casados. Neste campo é complicado, nem sempre o que parece é. Quem se importa?! Ser sempre feliz, é só ali.
Faço aqui mea culpa, também contribuo para este aldeamento. E era só o que faltava, ir para lá falar de preocupações, desta ou daquela situação, do diploma na gaveta, dos CV sem resposta, da dor nas costas, da conta do gás e da eletricidade, dos filhos, dos sogros, dos ovos que se partiram a caminho de casa, dos fiscais da EMEL. Nem pensar!
O Facebook é excelente para morar. Deus me livre, ir para lá destoar.
No máximo dos máximos publico esta foto, porque estou num dia de arrelia. Que isto de ser gestora financeira, educadora, psicóloga, chefe de economato, cozinheira, engomadeira, conselheira, entertainer, bloguista, aspirante a escritora, nem sempre o dou de barato.
Partilho a foto, porque sei que no meio de tanta gente feliz e realizada, o que aqui deixo também fica bem. E se vir que me excedi, publico a seguir aquele prato gourmet feito por mim. Ou então, a outra do Verão na praia. Bem sei que é Inverno. Ninguém vai notar.
Mas tenho um certo receio. E se esta foto não agradar?
Vou arriscar. Ponho já o meu like. Estar no Facebook sem likes, é como subir o muro e ficar à espreita. Não gosto disso.
N.B.
