Tenho andado atormentada com uma palavra e o seu significado. Coisas que me entram pelos olhos e não consigo evitar dar atenção. Refiro-me ao substantivo, Entusiasmo. Não sei, se já se deram conta, mas não abunda por aí.  Quando se vê, mostra-se contido, como se tivesse sido repreendido. E tal qual um adolescente contrariado, amua ou faz corpo presente, só para não ter de dar mais satisfações. Intrigante, este comportamento.

Fui ao Google pesquisar. A palavra é de origem grega, ENTHOUSIASMOS, que tem “inspiração divina”. É uma palavra pré-cristã. Etimologicamente formada de ENTHEOS, (“divinamente inspirado, possessão por um deus”), formada por IN-, “em”, + THEOS, “deus”.
Significa “que tem Deus em si“, atribuindo ao sujeito a disposição para enfrentar desafios, não se deixando abater e transmitindo confiança aos demais a seu redor. Fim de citação.
Ora isto é  um problema, quando escasseia. No pior dos cenários provoca o efeito domino.

Se o entusiasmo é contagiante, se transmite confiança, o que podemos fazer quando não o encontramos com a frequência desejável?
Há sempre a opção de fingir que se sente. Neste engodo, muitos acreditarão nele e talvez se relance de novo. Mas para quem não gosta de embustes, e aí me incluo, vale mais apostar em pequenas coisas, como na convicção com que digito cada frase no teclado.

Há um lado em mim, que se expressa assim.  Uma espécie de energia contagiante, um gosto em comunicar ou devo dizer Entusiasmo?!

N.B.
** Do filme Amigos Improváveis
Autora

Escreva um comentário