Ao que tudo indica o nosso prazo de validade está cada vez maior. Hoje trago um registo diferente, sobre um tema que me inquieta. O aumento da violência contra idosos é uma realidade. Desculpem-me o pleonasmo, uma realidade tão real quanto o nosso prazo de validade ter aumentado, nas últimas décadas.
E com esta provocaçãozinha sigo a demanda.
O país tem uma elevada taxa de população com mais de 65 anos. O que poderia ser um caso de envelhecimento digno, activo, socialmente agregador de conhecimentos e estrutura familiar, tem em muitas famílias, exactamente o oposto.
SÃO TANTOS, o que fazer com eles?! É a segunda provocação, mas não resisto.
Esta pergunta obscena, torna-se pornográfica, quando vinda daqueles que lhes entregam os netos todos os dias, dos que ficam sempre para o jantar, dos que recebem contributos financeiros para impedir males maiores, dos que voltam à casa dos pais, fruto dos tempos, dos que desdenham o que afinal é o sustento da família. SÃO TANTOS!
Gostava que os jornais, as televisões e as redes sociais dessem protagonismo a estas vidas e à realidade que os afronta, em solidão e carências várias. Aprenderíamos muito e seríamos mais humildes na hora de reivindicar. Lá chegaremos. Parece-me que só quando lá chegarmos…
E como não há duas sem três, a escolha das imagens que ilustra este texto, é a terceira provocação. Afinal, não envelhecemos todos da mesma maneira. E a velhice nunca será uma questão de rugas.

