É como uma moinha, que se instala. Vem sempre na ressaca dos dias desavindos.
Sei onde mói. Invariavelmente é aqui, nas costas do coração.
Tenho-as todas etiquetadas ou não fosse dada a pormenores. O que não seria, sem esta organização?!
Ao centro a etiqueta maior, a que ocupa mais espaço, “Não se fala mais nisso“. Depois há outras, devidamente alinhadas. “Ingratidão“, à direita. “Injustiça”, logo a seguir. “Ódios de Estimação”, mais abaixo. “Demasiado Tarde”, milimetricamente ao lado da etiqueta, “E Se…”. E a pender das costas do coração, em letra apertadinha, a “Culpa é Minha”.
Credo, tenho que aliviar isto!
Já me falaram nas medicinas alternativas. Ontem, até vi na televisão qualquer coisa sobre um tratamento de auto-hemoterapia. Mas não prestei a devida atenção.
Não é por aí, pois claro que não!
Isto tudo são particularidades minhas e de quem como eu, tem largas as costas do coração.
N.B.
