Há entre nós uma raça de Homens, a que chamamos “VOADORES”. Não têm asas, nem se destingem fisicamente, por qualquer sinal de predestinação. São homens e mulheres aparentemente comuns. Mas voam. Capazes de alterar a rotação do planeta, de contagiar de entusiasmo continentes e mares, onde quer que haja gente.
Semeiam e colhem a própria sementeira. Não descuram os sonhos que cuidam e trabalham. E têm corações aflitos, que o suor rega de confiança nas horas longas, nos dias intermináveis. Doma-se a mente e transcende-se o que for. Comportam-se como ídolos, porque o são. Uns destacam-se no desporto, outros na inovação científica, na cultura, nas letras, nas artes, nas finanças, onde houver um desafio, um VOO Distinto.
É preciso uma coisa grande para abalar o marasmo dos dias que passam. É preciso assistir ao levantar de um corpo, para sentir o impulso de o querer acompanhar. Um país pode ser tanta coisa, quando se deixa levar pelo número de VOADORES que aguardam uma oportunidade.
Precisamos aprender, que há forças, há energias que quando são postas em marcha, não podem ser travadas. Os grandes líderes sabem fazer uso disto, do melhor que temos, a capacidade de nos entusiasmarmos uns aos outros, de nos contagiarmos positivamente.
Assim nascem Nações, Religiões, Momentos Históricos. Mas antes, na angustia dos momentos de dúvida e na certeza dos instantes de fé, são “OS VOADORES”, que nos dão o Néctar dos Deuses e fazem deste chão, o céu que rasgam em voo.
N.B.
**Euro 2016, Portugal Campeão Europeu de Futebol. (10/07/2016)

8 Comments
Muito bom como sempre, Natália. Parabéns!
Adorei. Parabéns.
A reter, sem dúvida. Parabéns.
Obrigada Alice. Bjs
Obrigada Liliana. Bjs
Obrigado, amigo Zé Manel. Bjs
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Obrigado:9