Efectivamente, se conseguíssemos ser inteiramente felizes, perderíamos o entusiasmo de desejar sempre algo mais. Defendo que as pessoas inteiras não existem e se as há devem ser um tédio. Os que já se estilhaçaram e andam a reconstruir-se aos bocados, sabem a luta que isso dá. Não é para pessoas quietas, nem aceleradas. É para pessoas invulgares, daquelas que levas para casa, penduradas numa qualquer imagem, numa música, na retina, no sistema nervoso, num tremor de adrenalina, num bater de coração, numa coisa qualquer, por estúpida que seja, está lá porque não se é inteiro. A isto, chamo um Fazedor de Decisões. Decides e pagas, pagas e decides.
Parabéns, é a vida!
N.B.

