Pudera um homem consolar uma mulher, como uma mulher consola um homem.
Pudera o sol ter o misticismo da lua.
Pudera a liberdade ser uma mulher nua.
Pudera o sal do corpo fazer parte dessa praia, onde não vou porque tu não estás.
Há uma espécie de tédio que começa ao Domingo e se prolonga semana fora.
O acaso é um impostor que vai mudando de lugar. Odeio as coisas sem preço. Afinal para que servem, se não as posso comprar?
Tem de haver um grau zero, a que possa voltar. Não me assustam as distâncias. Prometo pedalar sem nunca pôr o pé no asfalto. Prometo chegar lá, furar todas as barreiras, saltar muros, partir portas e janelas, apenas para abrir caminho.
Vá lá, deixa-me ir. Deixa-me ser eco, ser aventura, ser o teu consolo.
N.B.
* imagem tirada da net
