Um dia serás grande como uma planície, serás forte como as ondas do mar. Agora enganamos o olhar dos outros, enquanto eu te seguro e tu seguras o que caí de mim. Não sei quanto tempo ficarei sentada à porta de casa com as horas a pingar das mãos, a vida que mudou. Um dia serás livre como as nuvens, leve como o vento. Mas até lá, são as tuas mãos presas ao meu pescoço que me prendem e me recordam que as ondas não se esquecem de rebentar, as andorinhas regressam a cada Primavera e depois da noite vem o dia. E o chocolate é o nosso preferido, claro.
Emprestas-me todos os dias o riso e a alegria. As tuas mãos seguram o que caí de mim, enquanto faço de cavalo ou de dragão alado. Deus faz-nos tanta falta, penso insistentemente sentada à porta de casa.