Quem visita este blog tem encontrado um registo diferente, um sabor a ninguém, um vazio ruidoso de palavras.
Quem escreve neste blog perdeu-se na cartografia do lugar, da serenidade e da sabedoria de um coração.
O que acontece quando uma mãe morre?
Acontece tudo e o tempo continua a sua cavalgada indiferente à intensidade do doer. A noção de tempo aprisiona, controla, afronta. O tempo contabiliza tudo, o bom e o mau. Somos reféns das horas, dos dias, dos meses. Assalta-me a tentação de ser diferente, de conseguir ser diferente. Mas, não! Não sou diferente, e não deixo de pensar que hoje faz um mês que perdi a minha mãe.
O tempo aflige-me,  desconcerta-me. No entanto, há um sorriso que o tempo nunca vai apagar. Um sorriso que trago até aqui. O sorriso da minha mãe que se transformou numa mãe Fora do Tempo, na cartografia de um olhar.
Amo-te muito. O meu amor por ti faz parte de um mundo, onde não existe Tempo.

*Outubro de 2014, 1º almoço convívio da família Barradas
“(…) A vida significa tudo o que ela sempre significou,
o fio não foi cortado.
Eu não estou longe,
Apenas estou do outro lado do Caminho…”

Santo Agostinho
 
Autora

Escreva um comentário