A excentricidade ficava-me bem, mas é cara.
A excentricidade exerce sobre mim um certo fascínio dispendioso. Lamentavelmente, é isto.
Imagino-me a comprar um lugar no mapa, um lugar no mundo. Uma espécie de reino, que na memória ainda guardo princesas e príncipes, castelos e florestas encantadas. Lugar só meu, onde dou passeios sem tempo e o vento é sempre brisa e chama-se apenas vento, mesmo quando sopra lufadas de espanto.
A excentricidade ficava-me bem, como a nudez num corpo belo sem pudor, como um território assinalado no mapa, onde só eu decido quem pode entrar. E lá, podíamos ser normais e fazer o que gostamos. Coisas de Nada.
N.B.
*imagem tirada da net
