A manhã está fria e o céu vestiu-se de azul tímido.
Basicamente está a terminar. Em pouco mais de 48 horas, num mortal engrupado à retaguarda e lá vai ele.
2014 vai-se, já não lhe sobram mais argumentos. Prostrado, rendido, gasto, farto, tudo isto se lhe aplica a ele e a nós, a alguns pelo menos, se fizermos um exercício de psicanálise.
2014 faz-me lembrar um extenso formulário, com muitas escolhas, cruz aqui, cruz ali, e no entanto na maioria das opções, não encontro o adequado à situação.
Raios partam isto, o formulário aparentemente universal a mim não me serve. Que nervos! Não me serve.
2014 está mais que incompleto ou será inacabado?!
Incompleto, só pode ser. Porque incompleto significa que algo se preencheu, que depois outro tanto faltou e acabou incompleto. Inacabado é aquela sensação que me deixa um nó no estômago, uma pequena cefaleia, a boca seca…
Não, não me alongo em considerações sobre o que ficou por fazer. É inútil, subversivo, estúpido, até desonesto para não dizer traumático. Vou encarar isto como um jogo de soma nula, às parcelas 365 dias, tempo gasto, erros grosseiros, sucessos disto e do outro, coisa e tal, noves fora: nada.
Vem aí outro ano: 2015, já o vejo.
Mas não vou atrás de qualquer brilho. Vou por ti, vou por mim e há uma estrada que passa aqui, no meu blog. Se gostares fica. Há sempre um agasalho de palavras, uma brisa de textos sem tecto, sem chão, neste espaço virtual. Marcamos encontro aqui.
Beijos e Abraços e Bom Ano Novo.
N.B.
