” Dois monges vão de viagem. À beira de um rio, encontram uma mulher, que lhes pede para ir às costas de um deles até à outra margem, porque não há ali barco algum. E um deles oferece-se imediatamente e leva a mulher para o outro lado. Quando colocou a mulher no chão e se despediram, o outro monge começou a corrigi-lo, dizendo: « De nenhuma maneira deverias ter feito aquilo.» E insistia nessa admoestação ao longo de quilómetros, até que o monge carregador disse: « Eu transportei a mulher de uma margem à outra do rio. Tu, porém, continuas a carregá-la até aqui.» “
Acho fantástica esta parábola que descobri num dos livros de Tolentino Mendonça.
Temos esta tendência medonha de arrastar querelas, discordâncias, o lado menos bom das inúmeras coisas que nos acontecem. Trago-a ao blog. Tem toda a pertinência, não acham?
N.B.
