O meu barco.
Não há onda ou tempestade que me impeça de navegar, porque és o meu barco.
A fortaleza onde me sinto princesa. Podem chamar-me romântica, podem olhar-me com desdém ou inveja.
Amo os rumores. Assemelham-se ao mar num vaivém de ondas e marés.
És o meu barco, é assim que te vejo.
E tu, entre certezas e inevitabilidades, deixas-me estar.

Tu vives as horas, eu demoro-me no tempo.
Tu cortas as ondas, eu guardo o horizonte, o sal no corpo, os tons de azul.

Sou um céu de espanto que segura o teu ceticismo. Sou a rede que te prende quando te demoras em dúvidas e problemas. Sou a ideia resgatada que segura o leme.

Andar embarcado é uma expressão tão antiga. Queres aprendê-la?

N.B.

 

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