És o meu barco!
Não há onda ou tempestade que me impeça de navegar, porque és o meu barco!
Uma espécie de fortaleza, onde eu me sinto princesa. Quero lá saber, que me chamem romântica ou que as feministas me olhem com desdém ou inveja…
Amo os rumores. Assemelham-se ao mar num vaivém de ondas e marés, que nos agitam.
És o meu barco. É assim que te vejo!
E tu, entre certezas e inevitabilidades deixas-me estar.

Tu ficas com as horas e eu fico com o tempo.
Tu cortas as ondas, eu guardo o horizonte, o sal no corpo, os tons de azul.

Esqueci-me de te dizer que sentir-me-ia inútil, muito inútil, sendo apenas princesa no teu barco.

Também, sou um céu de espanto que segura o teu cepticismo. E, sou a rede que te prende, quando te demoras demasiado no desespero. Sou ainda, a ideia resgatada que levas ao leme.

Andar embarcado é uma expressão tão antiga. Queres aprendê-la?!

N.B.

 

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