Oscar Wilde, diz algo de que não tenho bem a certeza:

A única maneira de nos livrarmos de uma tentação é cedermos-lhe. Se lhe resistirmos, a nossa alma adoece com o anseio das coisas que se proibiu, com o desejo daquilo que as suas monstruosas leis tornaram monstruoso e ilegal. Já se disse que os grandes acontecimentos do mundo ocorrem no cérebro. É também no cérebro, e apenas neste, que ocorrem os grandes pecados do mundo.”

Oscar Wilde, in “O retrato de Dorian Gray”

 

Nem sempre temos o que queremos, mas ao menos que tenhamos o que precisamos. Nada grava tão fortemente algo na nossa memória como o desejo de o esquecer. Lá está o cérebro a tramar tudo.
Há várias opções, se escolhermos a ilusão entraremos na degradação da esperança. Se eternizarmos os sonhos, ficaremos reféns dessa lassidão, como se para sempre gravitássemos no espaço. Talvez, a chave esteja no dizer pouco, intuir muito, sentir sempre tanto e iluminar lugares escuros, que se escondem cá dentro. Dar-lhes uma oportunidade.
Sei lá, ajustar os pensamentos e tirar prazer da vida. E não esquecer de pousar o corpo, obrigando-o a entender que as metas são provisórias. Obrigando o cérebro a compreender que neste corpo assim, em repouso, o provisório faz todo o sentido.

N.B.

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