Fujo à questão!
Aliás com esta falta de sol, fujo a todas as questões incómodas, pouco claras, que me obriguem a encontrar cá dentro o calor e a luz, que não encontro lá fora.
Não me queixo, mas fujo!
Atenta ao caminho, apesar da chuva e do vento ouço o que me contam, rio-me se me fazem rir e esqueço o que não me interessa. Sigo!
Sei dos cruzamentos e dos desvios, das ruas paralelas e das ruas sem saída. Observo com interesse, sofro disso, de interesse.
Talvez, seja essa a razão pela qual, tantas vezes não olho para mim. Também, nestes dias cinzentos o que veria eu?! Certamente, a dificuldade imensa de tentar erguer os planos que fiz!
A solução será subdividi-los, outra vez, e assim já bastará para os tornar a reerguer!
E neste outro caminho, vou olhando despretensiosamente a imagem que me devolvem as portas de vidro, os espelhos do elevador, os olhos dos outros, não os meus, que esses inconformados cismam em procurar um pouco de céu.
N.B.
