Uma doideira. A vida é isto, uma doideira.
Posso dar-te todas as razões, uma por uma, todos os dias, a cada hora e continuarei a dizer que é uma doideira. São sete da manhã, gestos e hábitos matinais cumpridos. Alinham-se tarefas. Cabeça, corpo, espírito. Afaga-se o horizonte, ensaiam-se pensamentos e palavras, vamos atrás do que nos falta num equilíbrio diário.
Se nos focamos demasiado no futuro e imaginamos a felicidade como um destino paradisíaco, onde haveremos de ir um dia, o peso torna-se brutal e o desequilíbrio desconcertante.
Se nos focamos demasiado no futuro e imaginamos a felicidade como um destino paradisíaco, onde haveremos de ir um dia, o peso torna-se brutal e o desequilíbrio desconcertante.
É preciso viver o presente. Prazenteiramente empoleirados nos dias desfrutar de vagares com a força que é preciso para cumprir obrigações, lamber tristezas, condescender aqui e ali.
Balancemos distraídos. Balancemos apaixonados. Importa perceber que é no desequilíbrio que recuperamos o equilíbrio e a força. É aí que tantas vezes renascemos.
Equilibradamente tolos na vida.
N.B.