Vou citar:” Já não sei nada que se foda o amor, andamos todos para aqui a estragar as vidas uns aos outros com os melhores propósitos.” Nuno Camarneiro, in Debaixo de Algum Céu.

 Pois, que isto é mesmo um bom tema para cafezar, só que não me convence a afirmação. O amor não o ponho em causa. Os propósitos é que me fazem espécie. E o problema reside aqui, “na espécie“, que segundo o dicionário, “refere um conjunto de indivíduos de igual natureza, que tendo características comuns se distinguem de grupos de indivíduos pertencentes ao mesmo género”.  Confusos?
Vá lá,  Carl Sagan desvendou insólitos milenares sem pensar tanto.
 Os propósitos, as ambições, os objetivos, se quiserem, são a causa. Sobretudo, quando nascem egocêntricos, ansiosos, desconfiados, inseguros. É vê-los num enterrar de pés na lama, do corpo todo se for preciso. Sobra a alma, que enterrarão se for preciso e couber.
 As culpas ficam para discutirmos à mesa do café.
Ah, e o amor?!

Falaremos do que sobrar. Há sempre um pingo de amor, quando nos sentamos a conversar.

N.B.

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