Olhei para esta imagem e demorei-me por lá. É fantástica. Mas isto da demora, da observação, resvala para a interpretação e traz questões que fazem pensar. Representará a vida? O topo quente da vela será o fim, uma espécie de ilusão que se derrete perante as razões que impulsionaram a escalada? A escalada será um modo de sobrevivência natural, ao qual acrescentamos mil e um instrumentos que farão a diferença a cada etapa?
Não percebo nada de alpinismo e não gosto de alturas. Reconheço tanto mérito a quem escala a montanha, como a quem percorre a planície, palmo a palmo. Por isso, o que me intriga não é o chegar ao topo da vela ou ficar na base desta. O que me intriga é o que se sente no final do caminho.
Será o peso da subida? A serenidade de um caminho que se fez, sem filosofias nem lirismos?” Vou e fui”, o mesmo verbo em tempos diferentes. Será apenas isso?

 Tudo o mais legitima caminho, muitas vezes em modo de sobrevivência ou modo automático. 

A verdade da experiência ficará sempre por dizer. Acredito que faz parte da cera que dá corpo à vela.

N.B.

 

 

 

 

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