” Sinto saudades de pessoas que nem imaginam a falta que me fazem“. 
Li algures esta frase que podia legendar estas fotos.
 Já não me lembro quando foram tiradas, mas sei que nesta guerra de água não houve vencidos, só vencedores. Era sempre assim , sempre a somar, uma dupla de peso, diferentes em tanta coisa, mas absolutamente tolerantes entre si. Cada uma escolheu um caminho profissional diferente e com o passar dos anos fomos encontrando e justificando o nosso distanciamento.
 As saudades privadas não se publicam, dirão alguns cheios de pudores. Discordo! O que eu publico não são saudades, são palavras apenas. Num lugar dentro de nós ficam as gargalhadas, as partidas, as conversas, a insanidade da idade.
Não sei se ela sente a minha falta, mas isso não é relevante. Eu sinto a falta dela e sei que tal como naquele dia em que nos encontrámos, por acaso, vamos voltar a encontrar-nos e conversar como se nos víssemos sempre. Por graça,  descobri que escolhemos o mesmo nome para as nossas filhas mais novas. Não há coincidências.

NB

 

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