Falávamos de como o Facebook projetou a criatividade da escrita, de como era bom encontrar novos e bons textos, quando ele me perguntou:
– Qual é a sua especialidade?
 Eu, que já lhe tinha identificado uma que muito aprecio, o humor, respondi:
 – Não tenho nenhuma especialidade. Tanto desosso um substantivo como misturo ao tempero adjetivos variados. Às vezes, gosto do texto escalado; outras, ao natural, com espinhas e tudo.
 Riu-se e continuou:
– E de onde nasce tudo isso?
 – Do ovo, como a maioria dos animais neste planeta- respondi.

 

 

 Um dia, darei a conhecer, na íntegra, este diálogo. Por enquanto, preciso de digerir as minhas respostas, que me surpreenderam e me fizeram ir ao fundo da casca. 
Afinal, havia uma especialidade que precisava de ser apurada, uma e outra vez, até encontrar aquele sabor inconfundível. O empratamento é outra fase, a considerar. De momento, penso apenas na qualidade dos ingredientes, no ovo e na substância de que tudo se alimenta.

N.B.
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