Empresta-me o ombro. Não sei mais disfarçar a tristeza que me salta aos olhos. Empresta-me o ombro para descansar a cabeça, os pensamentos, o filme que se repete vezes sem conta, esta solidão que se instalou. As gavetas encheram-se de memórias. Engoli as lágrimas todas e agora…
A vida não pode ter muitos “quase”, senão não é vida. Passa a ser o que podia ter sido e isso não é vida. Aliás, a utilização indevida e abusiva do “quase” deveria ser punida por lei. Pessoalmente, prefiro a veemência de um Não, à desculpa conformada…
Há pessoas escondidas na minha escrita. Estão lá, onde só eu as sei encontrar, onde as procuro sempre que preciso. Enquanto escrevo não há dias contados, nem há o dia seguinte, nem o outro depois. Há um tempo de viagem, viajo ao passado e ao futuro, envolvida…
O que quero de ti? Que te lembres sempre do início e que saibas sempre a razão do teu ficar. Que adivinhes o que não digo, que digas o que não sei dizer, que ouses arriscar. O que quero de ti? Que conheças o teu lugar, o…
Sinto pena por algumas coisas que não aconteceram. Provoca-me uma sensação de despedida por algo que não vivi, como um desejo interrompido, um quase lugar. Isto só acontece porque não aconteceu. Que paradoxo. Guardo o que idealizei, o sonho com a chancela da imaginação. Já fui feliz…
Cheguei ontem a dezembro. Já contava com o frio, que se fez Inverno. Já contava com a pouca luz, que os dias consomem-se como lamparinas de azeite aos pés dos Santos. Contra todas as promessas feitas em anos anteriores, nada está pronto atempadamente. Os sprints de…