Gritar sem elevar a voz é tão penoso como ouvir conversas alheias e engolir os comentários.
Hoje ouvi uma conversa digna de um argumento de Woody Allen. Comentavam-se corpos, associavam-se dietas com um know-how Gloogliano. Dos prazeres de que se abdica, aos que se tornam interditos, quis me parecer que a haver Purgatório, terá penitentes menos sofredores, quiçá menos glamourosos.
E nestes reparos, o importante é que a ” casa sirva ao botão”. Lembrei-me, por isso, desta história.
Um homem muito rico apresentava-se sempre mal vestido, enquanto as filhas gastavam fortunas em roupas e outros luxos. Um dia, um conterrâneo não resistiu a perguntar-lhe por que razão permitia ele, que as filhas gastassem tanto dinheiro, enquanto o pobre homem continuava a trabalhar e a acrescentar fortuna.
A resposta foi pronta: – ” O prazer que me dá trabalhar, é muito superior ao prazer delas no gastar!”.
Vivemos tempos que não merecemos e fazemos escolhas que muitos reprovarão. Cada qual com a sua mania.
Que bem feito está o mundo. Há-de haver quem te o queira vender a prestações.
N.B.
